quarta-feira, 2 de Junho de 2010

Barragem do Sabor

O Rio Sabor é um rio que nasce na sierra de la Culebra (final meridional dos Montes de León) na provincia de Zamora (Espanha), entra logo em Portugal, atravessa a Serra de Montesinho no distrito de Bragança.

Afluente da margem direita do rio Douro, passa perto da cidade de Bragança de onde recebe as águas do Rio Fervença, indo desaguar perto da Torre de Moncorvo a jusante da Barragem do Pocinho, na aldeia da Foz do Sabor.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Sabor - fonte



Mais informações:http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=611&articleID=1579



Noticia 1

"Construção da barragem do Sabor avança em 2008
por

RUDOLFO REBÊLO30 Agosto 2007

Ministro anuncia construção de novas barragens em Setembro

A construção da barragem do Sabor, num dos afluentes do Douro, avança já no princípio de 2008. E o Governo vai anunciar a construção de novas barragens, já em Setembro. Isto, de acordo com declarações de Manuel Pinho, ministro da Economia, ontem, após a Comissão Europeia ter decidido arquivar o processo de infracção contra Portugal, interposto por ambientalistas.

A construção da barragem, a poucos quilómetros da hidroeléctrica do Pocinho, envolve um investimento de 354 milhões de euros - dos quais 70 milhões de euros provenientes dos cofres de Bruxelas, correspondendo a cerca de 20% do investimento - e "mil empregos" durante a fase de construção, a iniciar-se nos primeiros meses de 2008.

Com um atraso de dez anos, a conclusão da barragem permitirá a produção de 170 megawatts (MW) de energia - potência semelhante às debitadas pelas vizinhas barragens do Pocinho ou da Régua. O dono da obra será a EDP que ficará igualmente com a exploração. A bacia da barragem deverá ficar aquém do 630 milhões de metros cúbicos projectados inicialmente. "Foi uma concessão técnica a Bruxelas" para proteger a fauna ambiental, afirma um responsável da Economia.

"Trata-se de uma vitória para Portugal, para os portugueses e para o Governo," afirmou Manuel Pinho, em conferência de imprensa e o "desbloqueamento de uma situação que se arrastou durante dez anos, marca o início de uma nova era". O ministro reafirmou a prioridade do Executivo pela "produção de energia através da água e do vento" em detrimento da opção do nuclear.

Actualmente o potencial hídrico aproveitado para a produção de energia está em 46%. Até 2017, o Executivo pretende aumentar o potencial para um valor superior a 70%, o que deverá levar Manuel Pinho a anunciar a construção de novas barragens, já no próximo mês. A capacidade eólica, diz o ministro da Economia, representa hoje 33% do objectivo definido para 2012.

Num curto comentário à agência Lusa, António Mexia, presidente da EDP, destaca que Bruxelas reconheceu a "importância estratégica da barragem para o país" com a decisão de arquivar o processo contra Portugal. Por sua vez, Aires Ferreira, presidente da Associação de Municípios do Baixo Sabor e da autarquia de Torre de Moncorvo, desafia os ambientalistas a "serem parceiros na luta pela protecção ambiental" e na gestão dos fundos que serão gerados pelo funcionamento da barragem, aplicando-os na preservação da natureza."

Esta noticia foi retirada do jornal "Diario de Noticias"

http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=664117 - fonte

video sobre as consequencias da construção da Barragem do Sabor

http://www.youtube.com/watch?v=GAfa4bRpZY8


Noticia 2

"Ambientalistas travam obras da barragem do Sabor
09.01.2009 - 16:23 Por Ricardo Garcia

14 de 27 notícias em Sociedade
« anteriorseguinte »A EDP suspendeu as obras da barragem do Baixo Sabor, no Nordeste transmontano, devido a uma acção judicial interposta por um conjunto de organizações não-governamentais (ONG) de ambiente. A suspensão foi decretada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, que em 29 de Dezembro acatou uma providência cautelar da Plataforma Sabor Livre, que congrega várias ONG, contra a barragem.
O INAG e a EDP já contestaram a decisão (Luís Ramos (arquivo))

Nesta acção, os ambientalistas pedem a suspensão do contrato de concessão entre o Instituto da Água (Inag) e a EDP Produção, alegando que a autorização do Ministério do Ambiente para a obra – a declaração de impacte ambiental – já não é válida.

No princípio de Dezembro, o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa já tinha apreciado outra providência cautelar da Plataforma Sabor Livre. Mas o Governo invocou que a paragem das obras prejudicaria o interesse público e a construção prosseguiu.

Desta vez, porém, as obras foram efectivamente suspensas, logo no dia seguinte após a decisão judicial. Tanto o Inag, quanto a EDP já apresentaram contestação e estão à espera de nova decisão do tribunal.
O presidente do Inag, Orlando Borges, afirma que o projecto da barragem foi aprovado dentro do prazo de validade da declaração de impacte ambiental e que todos os actos administrativos relacionados com a obra são válidos. “Todas as decisões são administrativa e tecnicamente correctas”, disse ao PÚBLICO.

Os ambientalistas contestam a barragem, pelo impacto que terá numa área classificada como “sítio de importância comunitária”, ao abrigo de uma directiva europeia para a protecção de habitats e espécies. A Plataforma Sabor Livre contesta o argumento de que não havia alternativas de localização. “Afinal, logo após a aprovação, o Governo revelou os planos para a construção de dez alternativas”, diz a plataforma, num comunicado, referindo-se ao Plano Nacional de Barragens, que prevê dez novos empreendimentos hidroeléctricos no país, além do Sabor.

Orlando Borges diz que a barragem do Sabor já estava aprovada quando o plano foi feito, e que não faria sentido voltar a avaliá-la. O presidente do Inag afirma, ainda, que o projecto contempla medidas de minimização do seu impacto ambiental, cujo cumprimento está a ser fiscalizado por uma comissão de acompanhamento, onde também estão representadas organizações não-governamentais.

A EDP está confiante de que a paragem das obras não será significativa para o projecto. “Acreditamos que não terá impacto no timing”, disse Rui Cabrita, porta-voz da empresa. "

http://www.publico.pt/Sociedade/ambientalistas-travam-obras-da-barragem-do-sabor_1355549 - fonte


Reflexão:

A análise deste caso “ Construção da barragem do sabor”, permite-nos estudar os impactes negativos nos ecossistemas aquáticos e terrestres da zona.
O enchimento das albufeiras leva à submersão de muitos ecossistemas, bem como, povoações habitadas.
A construção da barragem no Rio sabor vai levar a destruição de muitos animais e plantas, como é o caso de alguns peixes que irão desaparecer, pois com a construção da barragem não vão poder subir o rio para a desova. A cegonha-negra vai ser afectada, como a água tem pouca profundidade ela consegue captar o seu alimento, isto não se verifica depois da construção da barragem. No Vale do Sabor existem espécies como o lobo, o corço, o gato-bravo, a toupeira-de-água e a lontra, que vão ser afectadas.
A ponte de Remontes foi mandada construir no século XVII, contudo vai ser inundada. Outro exemplo, é a ponte da Portela, construída no século XVI, que também vai ser inundada.
Sendo assim, podemos concluir que a construção da barragem tem impactes negativos, quanto a flora, a fauna e ao património histórico e cultural.
Esta barragem surge para abastecer as outras barragens a jusante, fornecendo-lhes água quando o Douro não o fizer naturalmente, tem como função também fazer com que a energia eólica tenha mais produtividade.