quarta-feira, 2 de junho de 2010

Temporal na Madeira

No dia 20 de Fevereiro de 2010, na Ilha da Madeira ocorreu uma grande tempestade, que foi agravada devido ao mau ordenamento do território, sendo noticia um pouco por todo o mundo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Temporal_na_ilha_da_Madeira_em_2010


videos relacionados com a tempestade:

http://www.youtube.com/watch?v=2lM4-HpnLZY

http://www.youtube.com/watch?v=aTf0h3nobAs&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=FGXcKS48nqA&feature=related

Plantas da nossa região

Dedaleira - "campainhas"

A dedaleira é uma planta que existe em abundância na nossa região. A dedaleira é utilizada na medicina, como podemos ler nos textos que se seguem retirados do Wikipedia.



"A dedaleira (do alemão "Roter Fingerhut" (dedal vermelho) para as flores desta planta), também chamada de "campainhas" pelo formato de suas flores, é uma erva lenhosa ou semilenhosa (Digitalis purpurea L.; Scrophulariaceae), venenosa, nativa da Europa. Pode ser cultivada como medicinal, por conter digitalina, e também como ornamental, pois possui inúmeras variedades hortícolas de flores róseas ou brancas.
Esta planta fornece um importante medicamento cardíaco chamado digitalina, prescrito em alguns casos de arritmia ou insuficiência cardíaca.
Se impedida de terminar o ciclo através do corte da inflorescência murcha, retorna a florescer. Sua utilização medicinal deve ser muito criteriosa pois é uma planta muito tóxica em doses altas e se administrada a pessoas que não necessitam de seus efeitos. Excelente para bordaduras e maciços, jardineiras e vasos."


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dedaleira
Dedaleira – Wikipédia, a enciclopédia livre


Reprodução

Reprodução

O ser vivo não precisa da reprodução para a sobrevivência, mas necessita da reprodução para a existência.

Os processos de reprodução são muito variados, podendo agrupar-se em dois tipos fundamentais:



· Reprodução assexuada;
· Reprodução sexuada.

Reprodução assexuada
Quais as principais estratégias de reprodução assexuada?


Na bipartição, ou cissiparidade, o progenitor divide-se em dois indivíduos de dimensões, aproximadamente, idênticas. Ocorre em seres unicelulares e em invertebrados.


A divisão múltipla, ou esquizogonia, caracteriza-se pela produção de vários descendentes a partir de um único progenitor. A descendência liberta-se por rebentamento da célula inicial. Ocorre em protozoários.


No processo de gemulação, ou gemiparidade, os descendentes resultam do desenvolvimento de gomos ou gemas – expansões à superfície do organismo progenitor – que se podem destacar. Ocorre em leveduras e alguns corais.

A fragmentação caracteriza-se pela separação de porções tecidulares do organismo progenitor. Quando a fragmentação é seguida de regeneração de tecidos, as porções individualizadas podem desenvolver um organismo completo. Ocorre em esponjas, estrelas-do-mar, algas…


A multiplicação vegetativa pode ocorrer naturalmente através do destacamento de estruturas multicelulares da planta - mãe, que regeneram uma planta adulta. O Homem desenvolveu técnicas artificiais deste tipo de reprodução, como: a enxertia, a alporquia e a propagação in vitro. Exclusiva das plantas.


A esporulação ocorre através de células reprodutoras de específicas – os esporos – com capacidade de resistência e de dispersão. Ocorre em fungos e algumas plantas.


A partenogénese encontra-se, geralmente, associada a organismos capazes de alternar períodos de reproducao assexuda e sexuda, de acordo com as condições do meio. Este processo consiste no desenvolvimento de um organismo a partir de um óvulo não fecundado. Ocorre em dafnias e abelhas…


Fonte: livro da Areal Editores - Preparar o…exame nacional.

(nossa autoria)


Reprodução sexuada

reprodução sexuada envolve a fusão de dois gâmetas (masculino e feminino), processo que se denomina por fecundação.
Os gâmetas são células haplóides que se formam nas gónadas por meiose. Quando se dá a fecundação, também ocorre outro fenómeno - a cariogamia - que consiste na fusão dos núcleos dos dois gâmetas.
Depois que estes processos ocorrerem, forma-se o ovo ou zigoto que, por mitoses sucessivas, vai originar um novo indivíduo.
As espécies sexuadas são mais variáveis, logo um mínimo de tipos genéticos de uma mesma população podem adaptar-se às diferentes condições flutuantes provendo uma chance maior para a continuação da população. Em geral, as espécies sexuadas são melhor adaptadas a ambientes novos e sob influência de mudanças abruptas.
A reprodução sexuada está relacionada com a meiose e a fecundação. Por meiose, o número diplóide de cromossomas é reduzido à metade (n — haplóide), e pela fecundação restabelece-se o número 2n (diplóide) típico da espécie. Dessa maneira, ocorrem troca e mistura de material genético entre indivíduos de uma população, aumentando a variabilidade genética.
A desvantagem da reprodução sexuada, é que ocorrerá "diluição" das características parentais entre os descendentes que acarretará uma perda de homogeneidade.
Como já foi abordado, a meiose é um tipo especial de divisão celular, que tem como objectivo a produção de gâmetas. Por isso, a meiose ocorre em tecidos especiais. Estes tecidos denominam-se gametângios.
Ao contrário do que sucede com os animais, em que os gâmetas se formam por meiose a partir das células das gónodas, nas plantas raramente resultam directamente da meiose. Geralmente, a meiose origina esporos. Neste caso, ocorre em estruturas denominadas esporângios.
Os tipos de plantas que fazem esse tipo de reprodução, são principalmente as gimnospermas, plantas que conseguem produzir semente, mas não consegue produzir fruto.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Reprodu%C3%A7%C3%A3o_sexuada




(nossa autoria)





Actividade Vulcanica na Islandia


"Geologicamente, a ilha da Islândia é bastante nova. A Islândia está localizada em um ponto quente geológico causado pela pluma mantélica, e também na dorsal meso-atlântica, que passa exactamente sob o solo da ilha. Esta combinação significa que, geologicamente, a ilha é extremamente activa, tendo assim muitos vulcões, entre eles o Hekla, o Eldgjá e o Eldfell. A Islândia também se encontra num rifte, mas possui características diferentes das de um simples vulcão."

"Os magmas expelidos neste tipo de vulcões são chamados de MORB (do inglês Mid-Ocean Ridge Basalt que significa: "basalto de rifte oceânico") e são geralmente de natureza basáltica."

"As cinzas, provocadas pela erupção de um vulcão na Islândia, obrigaram ao encerramento de aeroportos e ao cancelamento de vários voos no norte da Europa."

"Este é o segundo vulcão que entra em actividade, nos últimos meses, no sul do país. Segundo algumas nuticias sabe-se que este vulcão, depois da explosão do vulcão subterrâneo. A evacuação foi ordenada depois de se terem registado vários pequenos sismos e emissões de gás naquela zona."

"A erupção destes vulcões na Islândia está a derreter os glaciares e o risco de inundações é considerável."

"CURIOSIDADE: Existem muitos géisers na Islândia, incluindo o Geysir, do qual o nome da palavra é derivado. Devido à grande quantidade de força geotérmica e diversos rios e cachoeiras pelo país provedores de hidroelectricidade, a maioria dos residentes têm acesso a água quente por um preço bem baixo. A ilha é composta principalmente por basalto, Dióxido de silício de lava associado com o efusivo vulcanismo como o do Havaí. Porém, a Islândia possui diferentes tipos de vulcões, que produzem riólito e andesito."

Com a análise destas informações retiradas de alguns sites de notícias, observamos que a linguagem utilizada não é clara nem objectiva. Apesar disso podemos assim desenvolver e interpretar, que primordialmente a Islândia é uma ilha que se situa sob um ponto quente ou um designado hotspot (“a ilha da Islândia é bastante nova”,”A Islândia está localizada em um ponto quente geológico causado pela pluma mantélica, e também na dorsal meso-atlântica, que passa exactamente sob o solo da ilha.”), este ultimo deu a sua origem que daqui a vários anos dará origem a outras ilhas, e esta poderá tornar-se um atol ou um guyot ate submergir. Por enquanto, esta ilha situa-se exactamente sobre o hotspot e um Rift (“A Islândia também se encontra num rifte, mas possui características diferentes das de um simples vulcão”), que de um lado se situa a Placa Norte-Americana e por outro lado a Placa Euroasiática, no qual que lhe terão dado a sua origem dai a sua actividade interna bastante activa, também se encontram nessa ilha géisers e por outro lado bastantes vulcões inactivos ou parcialmente activos. Sobre o último que entrou em actividade, designado como vulcão Eyjafjallajökull, afectou grande parte da Europa devido a libertação de grande quantidade de gases e cinzas que atingiu uma altitude onde prejudicava a circulação aérea e levou a que fechasse grande parte dos aeroportos europeus (“As cinzas, provocadas pela erupção de um vulcão na Islândia, obrigaram ao encerramento de aeroportos e ao cancelamento de vários voos no norte da Europa”). A Islândia é uma ilha banhada pelo Oceano Atlântico e que se encontra a norte da zona do equador, ou seja, perto de glaciares. Quando o vulcão terá entrado em erupção provocou um aumento da temperatura, e por sua vez, o descongelamento dos glaciares. A água antes em estado sólido e agora em estado líquido, provocou inundações, mas algumas questões ficam no ar…será que as inundações tiveram na sua origem o facto de o vulcão entrar em erupção e por sua vez o aumento da temperatura? Ou terá apenas haver com o deslizamento da placa tectónica sobre o ponto quente e a ilha estar a submergir?




sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Actividde laboratorial

Visualização da molécula de DNA



Modelo de DNA

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


DNA e Síntese Proteica

As células são unidades estruturais e funcionais dos organismos, na qual o seu programa genético (DNA), produzem moléculas específicas que permitem o crescimento e renovação celular.





Essas moléculas de DNA (desoxirribonucleicos), presentes no citoplasma em células procariótica, e essencialmente no núcleo em células eucariótica, são as responsáveis pela existência de diferenças e semelhanças entre os progenitores e os seus descendentes.
Contudo, existe diferenças nas características do DNA entre células procarióticas e eucarióticas, como por exemplo:

Características do DNA - Células Procarióticas - Células Eucarióticas
Localização - Citoplasma - Nucleo
Quantidade - Uma molécula - No mínimo duas moléculas
Configuração da molécula - Circular - Linear no sentido 3’ para 5’
Proteínas associadas - Não está associada a proteínas permanentes - Associados a proteínas permanentes

 Qual a constituição e estrutura da molécula de DNA?
A molécula de DNA é diferente de ser para ser, o que faz com que cada individuo tenha a sua informação genética diferente de todos os outros seres.
O DNA é constituído por diferentes tipos de nucleótidos, onde cada nucleótido é constituído por três componentes, um grupo fosfato, uma pentose (desoxirribose) e por uma das quatro base azotada possiveis, que pode ser Timina, Citosina, Adenina e Guanina. Contudo as bases azotadas só estabelecem ligações entre si da seguinte forma, estabelecendo assim as bases complementares:
- a Adenina liga-se á timina por duas pontes de hidrogénio.
- a Citosina liga-se á Guanina por três pontes de hidrogénio.



A pentose é composta por 5 carbonos, na qual são numerados de 1’ até 5’ (por convenção), á qual se vão ligando os constituintes dos nucleótidos (grupo fosfatoe as bases azotadas). Assim vão se estabelecer ligações entre vários nucleótidos, onde cada novo nucleótido liga-se pelo grupo fosfato ao carbono 3’ da pentose do último núcleotido da cadeia, repetindo-se o processo sempre no sentido de 5’ para 3’. Formando assim uma cadeia polinucleótidica, ou seja, uma cadeia com vários nucleótidos ligados entre si.
(imagem sobre pentose numerada e ligação)

Essa cadeia é muito importante, pois é a responsável por suportar as características de cada indivíduo, estando esta informação codificada.
Enquanto alguns grupos se dedicavam à análise química do DNA, outros estudavam a estrutura da molécula por meio da difracção de raio-X, uma metodologia que tinha vindo a ser usada e que dava formidáveis conclusões sobre a estrutura das proteínas.
Os resultados mais importantes de difracção de raio-X sobre a molécula de DNA foram obtidos por Maurice Wilkins e Rosalind Franklin. Os resultados obtidos indicavam que o DNA tinha uma estrutura helicoidal.
Em Abril de 1953, James Watson e Francis Crick, sintetizaram num modelo único e coerente, tudo o que sabiam acerca da molécula de DNA.
A longa molécula, em forma de dupla hélice, assemelha-se a uma escada de corda enrolada helicoidalmente. As bandas laterais da hélice são formadas por grupos fosfatos, alternando com moléculas de açúcar, e por bases azotas ligadas entre si por pontes de hidrogénio.
A especificidade de ligações entre as bases, complementaridade de bases, permite que, a partir da sequência de nucleótidos de uma cadeia, se conheça a sequencia da outra cadeia. As cadeias complementares da molécula de DNA são cadeias anti-paralelas, ou seja, à extremidade 3’ livre de uma cadeia corresponde a extremidade 5’ livre da outra.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Replicação do DNA

Mesmo antes de se colocar a questão da estrutura do ADN, que hoje se sabe que é em dupla hélice, já se punha a questão da replicação do material genético.

O que é a replicação do material genético?

A replicação do material genético está relacionada com a capacidade que a célula possui de reproduzir a informação contida no ADN, formando outra molécula com informação genética igual à primeira.

Watson e Crick, dois “curiosos” na matéria propuseram não só o modelo da dupla hélice, mas também um modelo para a replicação do ADN. Os cientistas propuseram que um dos filamentos de cada molécula filha de ADN é recém sintetizado, enquanto o outro é passado inalterado vindo da molécula original de ADN. A esta distribuição de átomos parentais é chamada de replicação semiconservativa.
O nome de replicação semiconservativa baseia-se no facto de nas novas moléculas permanecer uma cadeia original.


Os cientistas na época com 23 e 35 anos, não descobriram o ADN em si, mas "apenas" sua estrutura. A simplicidade do ADN, ou ácido desoxirribonucleico torna-se assim a sua maior maravilha.
A chave do sucesso da dupla britânica foi determinar que as bases A só podem se unir com T; e C só pode se ligar com G. A partir daí, tudo se desenrolou. "Não escapou à nossa atenção que o pareamento específico que postulamos sugere imediatamente um possível mecanismo de cópia para o material genético", concluem Watson e Crick, ao final de seu artigo.
Como que num passo de magia, o mecanismo de duplicação genética - e, portanto, da hereditariedade - tornou-se óbvio:
* Cada cadeia serve de molde à formação de uma cadeia complementar a partir de nucleótidos livres no nucleoplasma da célula. As cadeias complementares desenvolvem-se em direcção antiparalela à que lhes serve de molde, no sentido 5’-->3’. No final do processo de replicação formam-se duas moléculas de ADN, idênticas entre si e à molécula original.

Mas, apesar das as conclusões de Watson e Crick, passados três anos o investigador Artur Kornberg demonstrou a possibilidade de replicar o ADN em laboratório.
Antes de se começar a replicar, o ADN separa-se das histonas, dando-se de seguida o desenrolamento da dupla hélice e o afastamento das suas cadeias polinucleotídicas. Tal ocorre por acção da ADN helicase que quebra as pontes de hidrogénio que ligam as bases complementares formando-se unidades de replicação designadas replicões.
Em seguida entra em acção outra enzima, uma ARN polimerase – a primase –, que sintetiza fragmentos de ARN iniciador (primers). Só então as cadeias polinucleotídicas de ADN originais são complementadas através da actividade das ADN polimerases.
Uma das cadeias é complementada através de fragmentos de ADN, designados por fragmentos de Okazaki, e a outra por adição sucessiva de nucleótidos. Os vários fragmentos de Okazaki são unidos por intermédio da ADN ligase. Assim, depois da incorporação dos nucleótidos, por complementaridade de bases, obtêm-se 2 novas cadeias.



Será que sempre e só se defendeu esta hipótese de replicação do ADN?

Não, esta não foi a única hipótese proposta. Outros investigadores da época defendiam que o ADN tinha dimensões demasiado elevadas para um desenrolamento eficaz da hélice. Assim surgiram outras 2 hipóteses que tendo por base a complementaridade das bases de ADN, procuraram a explicação do mecanismo de replicação. Daí surgiram 2 hipóteses:

Hipótese conservativa
Admitia que a molécula de ADN progenitora se mantinha íntegra, servindo de molde para a formação da molécula-filha, a qual seria formada por duas novas cadeias de nucleótidos.

Hipótese dispersiva
Admitia que cada molécula-filha seria formada por porções da molécula inicial e por regiões sintetizadas de novo, a partir dos nucleótidos existentes na célula.
Apesar de fácil de compreender, este mecanismo está longe de ser simples do ponto de vista bioquímico, envolvendo numerosas enzimas e mecanismos de segurança, embora bastante rápido.





Assim se conclui que:

*A molécula de ADN possui capacidade de se replicar, criando cópias de si mesma. Deste modo a informação pode ser transmitida de geração em geração.
*Ao longo do tempo surgiram várias hipóteses acerca do modo de replicação do ADN, mas actualmente a mais aceite é a hipótese da replicação semiconservativa.
*Ficou-se também a saber que este mecanismo de replicação é comum a todos os organismos, sejam eles eucariontes ou procariontes. No entanto, nos procariontes, a replicação inicia-se num único ponto da cadeia polinucleotídica e prossegue até terminar. Isto é possível pois nestes organismos apenas existe uma molécula de ADN e porque o seu comprimento é muito menor que o do DNA eucarionte.