Actividade laboratorial – Como extrair e visualizar moléculas de DNA?
Material:
Quivi ;
10 ml de detergente da loiça;
1 colher de sal ;
70ml de água destilada;
Almofariz;
Funil, papel de filtro e algodão hidrófilo;
Dois tubos de ensaio;
Álcool refrigerado;
Pipeta, vareta;
Ácido clorídrico normal à temperatura ambiente;
Reagente de Schiff (fucsina descorada).
Procedimento:
1. Descasque e corte o quivi em pequenos fragmentos e coloque-os no almofariz.
2. Triturar o Quivi.
3. Deitar o sal e o detergente num gobele com agua destilada. Agite suavemente a mistura.
4. Coloque a mistura obtida (sal, detergente e água destilada) no almofariz e triture novamente.
5. Filtre, sucessivamente, o produto obtido através de papel de filtro e de algodão hidrófilo.
6. Faça escorrer, lentamente, álcool refrigerado em quantidade aproximadamente igual à do filtrado ao longo da parede da proveta. Espere algum tempo e procure observar a formação de duas fases: uma superior, alcoólica, e outra inferior, aquosa.
7. O DNA , insolúvel no álcool, precipita e forma uma massa filamentosa, esbranquiçada, que contém proteínas e outros materiais. Com o auxílio de uma vareta, e com movimentos circulares, pode recolher algum material.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Actividade laboratorial - Como extrair e visualizar moléculas de DNA?
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Células Estaminais
As células estaminais têm sido um dos focos de atenção dos investigadores a nível mundial.
Em Portugal funcionam 5 bancos privados de criopreservação de sangue do cordão umbilical.
O processo envolve várias fases. Primeiramente, os
pais que desejem proceder a esta conservação pagam o kit de recolha de sangue devidamente esterilizado (100-125 euros) que é levado para a sala de partos. O médico obstetra responsável pelo parto faz a recolha do sangue. Depois são os pais que recebem a amostra e ficam responsáveis pelo seu encaminhamento para o banco de criopreservação.A conservação por criopreservação só é possível depois de diversas análises a esta amostra de sangue, com a finalidade de constatar o estado da amostra recolhida e proceder à contagem de células estaminais. É necessário um mínimo de 10000 células, número que geralmente é conseguido com a recolha de cerca de 30mL de sangue. Em caso de número insuficiente de células, a empresa contacta os pais revelando a impossibilidade de proceder à conservação.
Se se reunirem todas as condições necessárias à conservação do sangue, os pais são informados e procede-se então ao processo de criopreservação, cujas baixas temperaturas fazem cessar todos os processos biológicos, permitindo assim a conservação.
Os bancos de criopreservação oferecem a escolha de contratos de 20 ou de 25 anos de conservação, que ao fim desse tempo pode ou não ser renovado. O serviço completo pode custar entre 900 a 1250 euros, consoante o contrato escolhido. Em caso de não renovação, é dada autorização para a destruição das células.
Normalmente, o uso das células é para o próprio. Mas pode eventualmente servir para utilização heteróloga, para um irmão, embora a compatibilidade seja claramente reduzida.
As células estaminais são pluripotenciais, ou seja, são células indiferenciadas que podem ser transformados em todos os tipos de tecidos do corpo humano. Tudo depende depois da capacidade de indução técnica através de estimulação própria que promova a diferenciação destas células.
Têm sido desenvolvidos inúmeros estudos com base nas células estaminais para combate de doenças tão comuns como o cancro, diabetes, alzheimer, esclerose múltipla e para a produção de tecidos lesionados ou de órgãos (coração, fígado).
Um caso de sucesso foi vivido no Instituto Português de Oncologia, em que se procedeu ao transplante de células estaminais de um cordão de um rapaz para combater a leucemia agressiva da irmã Inês (3 anos). Este sucesso ganha uma dimensão ainda maior se tivermos em conta que não havia uma compatibilidade completa e que as células tinham uma elevada percentagem de contaminação por células maternas.
O transplante de células estaminais oferece inúmeras vantagens, particularmente em casos de leucemias, doenças metabólicas, doenças do sistema imunitário, … Relativamente aos transplantes de medula óssea, as principais vantagens relacionam-se com as exigências de compatibilidade. São possíveis maiores diferenças de compatibilidade em células estaminais, já em transplantes de células da medula óssea a exigência de compatibilidade tem de ser muito maior, devido ao maior conflito imunológico.
No entanto, enquanto que nos transplantes de medula óssea o maior problema é a rejeição das células pelo sistema imunitário do doente, que assim rejeita os enxertos; nos transplantes de células estaminais pode ocorrer uma outra situação: doença do enxerto contra o hospedeiro, ou seja, nesta caso são as próprias células estaminais que “atacam” o doente que as recebe.
Foi isto que aconteceu a uma criança à qual foi diagnosticada uma leucemia. Os pais, depois de informados acerca das vantagens e desvantagens dos transplantes de medula óssea e de células estaminais, optaram pelo transplante com células plutipotenciais. Dias depois do transplante, a criança parecia estar a reagir bem, mas de repente começou a desenvolver febres muito altas. Tinha desenvolvido a doença do enxerto contra o hospedeiro. Vários órgãos começaram a entrar em falência e a criança acabou por não resistir.
Outra das limitações deste método é o reduzido número destas células presentes no sangue do cordão umbilical, o que apenas favorece o transplante em crianças. Esta limitação está a tentar ser combatida, através do estudo de três vias diferentes: a multiplicação de células em laboratório; a combinação de transplantes – transplante haploidêntico e transplante do sangue do cordão; e a
via mais promissora que é a da utilização de mais do que um sangue de cordão umbilical (dois ou três dadores diferentes), na qual se verifica um grau de colaboração entre elas, embora no final só um é que vença.Ainda só se conhece um caso de sucesso de autotransplantação de células estaminais.
Actualmente, cerca de 28000 pessoas já têm sangue do cordão umbilical conservado no nosso país. Apesar de ser importante a criação de um banco nacional de dadores de células estaminais esta é apenas mais uma das despesas para um SNS com muitas outras falhas prioritárias.
Em Portugal falta informação mais clara dada por estes bancos privados, falta legislação para controlar a actividades destes bancos.
São cerca de 5000 as grávidas que procuram todos os anos estes serviços.
Apesar das promissoras e variadas aplicações que a evolução da Medicina parece reservar às células estaminais do cordão umbilical conservadas, a falta de resultados consistentes é ainda uma inquietante certeza. Resta acreditar na ciência e nas enormes soluções que ela nos poderá trazer. É um risco dispendioso e incerto, mas simultaneamente uma aposta que poderá salvar vidas.
Rochas magmaticas
O processo de solidificação é complexo e nele podem distinguir-se a fase ortomagmática, a fase pegmatítica-pneumatolítica e a fase hidrotermal. Estas rochas são compostas de feldspato (59,5%), quartzo (12%), piroxênios e anfibolitos (16,8%), micas (3,8%) e minerais acessorios (7%). Ocupam cerca de 25% da superfície terrestre e 90% do volume terrestre, devido ao processo de gênese.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rocha_metam%C3%B3rfica
Rochas metamorficas
As rochas metamórficas são o produto da transformação de qualquer tipo de rocha levada a um ambiente onde as condições físicas (pressão, temperatura) são muito distintas daquelas onde a rocha se formou. Nestes ambientes, os minerais podem se tornar instáveis e reagir formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes. Não apenas as rochas sedimentares ou ígneas podem sofrer metamorfismo, as próprias rochas metamórficas também podem, gerando uma nova rocha metamorfizada com diferente composição química e/ou física da rocha inicial.
Como os minerais são estáveis em campos definidos de pressão e temperatura, a identificação de minerais das rochas metamórficas permite reconhecer as condições físicas em que ocorreu o metamorfismo. O estudo das rochas metamórficas permite a identificação de grandes eventos geotectónicos ocorridos no passado, fundamentais para o entendimento da atual configuração dos continentes.
As cadeias de montanhas (ex. Andes, Alpes, Himalaias) são grandes enrugamentos da crosta terrestre, causados pelas colisões de placas tectónicas. As elevadas pressões e temperaturas existentes no interior das cadeias de montanhas são o principal mecanismo formador de rochas metamórficas. O metamorfismo pode ocorrer também ao longo de planos de deslocamentos de grandes blocos de rocha (alta pressão) ou nas imediações de grandes volumes de magmas, devido à dissipação de calor (alta temperatura).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rochas_metam%C3%B3rficas
Barragem do Sabor
Afluente da margem direita do rio Douro, passa perto da cidade de Bragança de onde recebe as águas do Rio Fervença, indo desaguar perto da Torre de Moncorvo a jusante da Barragem do Pocinho, na aldeia da Foz do Sabor.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Sabor - fonte
Mais informações:http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=611&articleID=1579
Noticia 1
"Construção da barragem do Sabor avança em 2008
por
RUDOLFO REBÊLO30 Agosto 2007
Ministro anuncia construção de novas barragens em Setembro
A construção da barragem do Sabor, num dos afluentes do Douro, avança já no princípio de 2008. E o Governo vai anunciar a construção de novas barragens, já em Setembro. Isto, de acordo com declarações de Manuel Pinho, ministro da Economia, ontem, após a Comissão Europeia ter decidido arquivar o processo de infracção contra Portugal, interposto por ambientalistas.
A construção da barragem, a poucos quilómetros da hidroeléctrica do Pocinho, envolve um investimento de 354 milhões de euros - dos quais 70 milhões de euros provenientes dos cofres de Bruxelas, correspondendo a cerca de 20% do investimento - e "mil empregos" durante a fase de construção, a iniciar-se nos primeiros meses de 2008.
Com um atraso de dez anos, a conclusão da barragem permitirá a produção de 170 megawatts (MW) de energia - potência semelhante às debitadas pelas vizinhas barragens do Pocinho ou da Régua. O dono da obra será a EDP que ficará igualmente com a exploração. A bacia da barragem deverá ficar aquém do 630 milhões de metros cúbicos projectados inicialmente. "Foi uma concessão técnica a Bruxelas" para proteger a fauna ambiental, afirma um responsável da Economia.
"Trata-se de uma vitória para Portugal, para os portugueses e para o Governo," afirmou Manuel Pinho, em conferência de imprensa e o "desbloqueamento de uma situação que se arrastou durante dez anos, marca o início de uma nova era". O ministro reafirmou a prioridade do Executivo pela "produção de energia através da água e do vento" em detrimento da opção do nuclear.
Actualmente o potencial hídrico aproveitado para a produção de energia está em 46%. Até 2017, o Executivo pretende aumentar o potencial para um valor superior a 70%, o que deverá levar Manuel Pinho a anunciar a construção de novas barragens, já no próximo mês. A capacidade eólica, diz o ministro da Economia, representa hoje 33% do objectivo definido para 2012.
Num curto comentário à agência Lusa, António Mexia, presidente da EDP, destaca que Bruxelas reconheceu a "importância estratégica da barragem para o país" com a decisão de arquivar o processo contra Portugal. Por sua vez, Aires Ferreira, presidente da Associação de Municípios do Baixo Sabor e da autarquia de Torre de Moncorvo, desafia os ambientalistas a "serem parceiros na luta pela protecção ambiental" e na gestão dos fundos que serão gerados pelo funcionamento da barragem, aplicando-os na preservação da natureza."
Esta noticia foi retirada do jornal "Diario de Noticias"
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=664117 - fonte
video sobre as consequencias da construção da Barragem do Sabor
http://www.youtube.com/watch?v=GAfa4bRpZY8
Noticia 2
"Ambientalistas travam obras da barragem do Sabor
09.01.2009 - 16:23 Por Ricardo Garcia
14 de 27 notícias em Sociedade
« anteriorseguinte »A EDP suspendeu as obras da barragem do Baixo Sabor, no Nordeste transmontano, devido a uma acção judicial interposta por um conjunto de organizações não-governamentais (ONG) de ambiente. A suspensão foi decretada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, que em 29 de Dezembro acatou uma providência cautelar da Plataforma Sabor Livre, que congrega várias ONG, contra a barragem.
O INAG e a EDP já contestaram a decisão (Luís Ramos (arquivo))
Nesta acção, os ambientalistas pedem a suspensão do contrato de concessão entre o Instituto da Água (Inag) e a EDP Produção, alegando que a autorização do Ministério do Ambiente para a obra – a declaração de impacte ambiental – já não é válida.
No princípio de Dezembro, o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa já tinha apreciado outra providência cautelar da Plataforma Sabor Livre. Mas o Governo invocou que a paragem das obras prejudicaria o interesse público e a construção prosseguiu.
Desta vez, porém, as obras foram efectivamente suspensas, logo no dia seguinte após a decisão judicial. Tanto o Inag, quanto a EDP já apresentaram contestação e estão à espera de nova decisão do tribunal.
O presidente do Inag, Orlando Borges, afirma que o projecto da barragem foi aprovado dentro do prazo de validade da declaração de impacte ambiental e que todos os actos administrativos relacionados com a obra são válidos. “Todas as decisões são administrativa e tecnicamente correctas”, disse ao PÚBLICO.
Os ambientalistas contestam a barragem, pelo impacto que terá numa área classificada como “sítio de importância comunitária”, ao abrigo de uma directiva europeia para a protecção de habitats e espécies. A Plataforma Sabor Livre contesta o argumento de que não havia alternativas de localização. “Afinal, logo após a aprovação, o Governo revelou os planos para a construção de dez alternativas”, diz a plataforma, num comunicado, referindo-se ao Plano Nacional de Barragens, que prevê dez novos empreendimentos hidroeléctricos no país, além do Sabor.
Orlando Borges diz que a barragem do Sabor já estava aprovada quando o plano foi feito, e que não faria sentido voltar a avaliá-la. O presidente do Inag afirma, ainda, que o projecto contempla medidas de minimização do seu impacto ambiental, cujo cumprimento está a ser fiscalizado por uma comissão de acompanhamento, onde também estão representadas organizações não-governamentais.
A EDP está confiante de que a paragem das obras não será significativa para o projecto. “Acreditamos que não terá impacto no timing”, disse Rui Cabrita, porta-voz da empresa. "
http://www.publico.pt/Sociedade/ambientalistas-travam-obras-da-barragem-do-sabor_1355549 - fonte
Reflexão:
A análise deste caso “ Construção da barragem do sabor”, permite-nos estudar os impactes negativos nos ecossistemas aquáticos e terrestres da zona.
O enchimento das albufeiras leva à submersão de muitos ecossistemas, bem como, povoações habitadas.
A construção da barragem no Rio sabor vai levar a destruição de muitos animais e plantas, como é o caso de alguns peixes que irão desaparecer, pois com a construção da barragem não vão poder subir o rio para a desova. A cegonha-negra vai ser afectada, como a água tem pouca profundidade ela consegue captar o seu alimento, isto não se verifica depois da construção da barragem. No Vale do Sabor existem espécies como o lobo, o corço, o gato-bravo, a toupeira-de-água e a lontra, que vão ser afectadas.
A ponte de Remontes foi mandada construir no século XVII, contudo vai ser inundada. Outro exemplo, é a ponte da Portela, construída no século XVI, que também vai ser inundada.
Sendo assim, podemos concluir que a construção da barragem tem impactes negativos, quanto a flora, a fauna e ao património histórico e cultural.
Esta barragem surge para abastecer as outras barragens a jusante, fornecendo-lhes água quando o Douro não o fizer naturalmente, tem como função também fazer com que a energia eólica tenha mais produtividade.
Rochas sedimentares
As rochas sedimentares são um dos três principais grupos de rochas (os outros dois são as rochas ígneas e as metamórficas) e formam-se por três processos principais:
• pela deposição (sedimentação) das partículas originadas pela erosão de outras rochas - rochas sedimentares clásticas ou detríticas;
• pela precipitação de substâncias em solução - rochas sedimentares quimiogénicas;
• pela deposição dos materiais de origem biológica - rochas sedimentares biogénicas.
As rochas sedimentares podem ser:
• Consolidadas - se os detritos apresentam-se ligados por um cimento, como é o caso do xisto ou das brechas; ou
• Não consolidadas - se os detritos não estão ligados entre si, como no caso das dunas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rochas_sedimentares
