quinta-feira, 3 de junho de 2010

Energias renováveis na nossa zona

Energia eólica - aerogeradores da Lagoa




Como funcinam os aerogeradores?


Video :http://www.youtube.com/watch?v=2JgC4A7L2PE&feature=related



Energia hídrica - Barragem da Queimadela




Como funciona uma barragem?


Video: http://www.youtube.com/watch?v=1QDosHWmRcM&feature=channel


Uma barragem transforma a energia potencial da água em energia elétrica. Como ?

A água de um rio é acumulada num reservatório chamado albufeira.

Quando se quer produzir electricidade, abrem-se comportas por onde a água cai por acção da força da gravidade. A energia potencial armazenada na água (parada) da albufeira transforma-se em energia cinética, devido à velocidade que a água adquire na queda.


O canal por onde se escoa a água vai desembocar em turbinas.
Turbinas são máquinas rotativas que se põem em movimento quando impulsionadas pelo jacto de água batendo nas suas pás ou nos seus vasos.

Uma turbina está ligada a uma máquina eléctrica chamada alternador. Esta máquina produz energia eléctrica quando roda. Uma máquina parecida a esta, embora de muito pequenas dimensões, existe nas bicicletas a pedal para acender a lâmpada do farol. Um alternador pode produzir, por exemplo, uma tensão eléctrica de 5000 Volts. É bastante mais que os 220 Volts utilizados nas habitações. Por isso se chama alta tensão. À saída do alternador a tensão é ainda aumentada para valores muito maiores (por exemplo, 220 000 Volts para ser transportada até aos centros de consumo.












(nossa autoria)

Actividade laboratorial - Rochas metamórficas

Ficha de trabalho - Identificação e classificação de Rochas Metamórficas





A -

B -

C-

D-

Actividade laboratorial - Rochas Magmáticas

Ficha de trabalho - identificação e classificação de Rochas Magmáticas


A - Granito
B - Diorito
C - Gabro
D - Basalto
E - Andesito
F - Riolito

Actividade laboratorial - Rochas Sedimentares


Ficha de trabalho - identificação e classificação de Rochas Sedimentares

A - Cálcario

B - Arenito


C - Conglomerado



D - Brecha

E - Antracite

F- Areia

G - Marga


H - Gesso

O mal que os raios ultravioletas fazem aos olhos.

“Proteger os olhos dos raios ultravioleta: como e porquê”

"A luz é um elemento essencial na vida. Ela é especialmente importante para o oftalmologista porque é um componente integral da visão, sem luz, não existe visão. Apesar da importância da luz para a visão e também dos especialistas estarem constantemente trabalhando para manter a boa visão dos pacientes, a maioria das pessoas têm dificuldade em definir a luz e explicar seu papel na visão.A luz é o produto de reações termonucleares no sol, que gera radiações eletromagnéticas. Detectores na retina sensorial transforma essa energia física em sinais nervosos que produz a sensação da visão. Visão então, pode ser vista como um processo de transformação, onde um elemento físico (luz) é transformado em uma energia elétrica (sentido da visão).Somente parte do espectrum eletromagnético é visível para o olho humano. Este está dentro de um intervalo entre 380 e 780nm. Nos lados opostos deste espectrum visível, estão os raios ultravioleta, de 180 a 380nm de comprimento de ondas e os raios infravermelhos de 780 a 1400nm.Os raios infravermelhos são amplamente detidos pela córnea, portanto a exposição aos raios ultravioleta é a preocupação primária quando prováveis efeitos adversos da luz estão sendo considerados. Os UV estão divididos em 3 segmentos: UVC (180 a 280nm), UVB (280 a 315nm) e UVA (315 a 380nm).Há vários fatores específicos nos tecidos que determinam possíveis efeitos dos raios UV na estrutura dos olhos. Isto inclui a quantidade de oxigenação nos tecidos; a presença ou a ausência de radicais livres ou iniciadores; a concentração relativa de lipídeos e proteínas; transmissão, absorção e atividade cromófora; e potencial regenerativo dos tecidos.A radiação UVC é filtrada pela atmosfera. O processo de esgotamento da camada de proteção do ozônio, pode limitar a eficiência deste filtro natural. No momento atual, o esgotamento do ozônio está progredindo em todo o mundo a uma escalda de 12% por década. Há uma preocupação a respeito do aumento da incidência de doenças cutâneas que podem estar sendo causadas devido ao buraco na camada de ozônio e a diminuição da proteção contra os raios ultravioleta no ambiente.A radiação que consegue atravessar a camada de ozônio, é filtrada pela córnea. Uma grande quantidade de anomalias na conjuntiva exposta e na córnea são causadas pelas radiações UVC, entre elas estão o pterígeo, pinguecula, a queropatia solar, a queropatia Labrador e a queratite.Na retina, a exposição aos raios UV implica em uma forma repentina de retinite solar e em uma forma crônica mais incidente de degeneração macular senil.A luz não é somente o fator mais importante para os oftalmologistas atingirem seu objetivo de proteger e maximizar a visão, mas é também uma importante ferramenta para os oftalmologistas examinar e tratar a vista. Assim sendo, deve-se observar que fontes de luzes artificiais, como por exemplo oftalmoscopia indireta/direta, biomicroscópio, lasers, etc, podem encaminhar a procução e doenças oculares em pacientes e em médicos que se expõem excessivamente e/ou não utilizam filtros de proteção.Há uma grande quantidade de evidências laboratoriais que ligam o excesso de exposição aos raios ultravioleta, com doenças oculares. Estudos em animais , conduzidos primeiramente em coelhos, têm demonstrado problemas na córnea, cristalino e retina quando expostos gradualmente aos raios UV.No olho humano tal evidência laboratorial direta das doenças oculares resultantes dos raios UV não são obtidas, no entanto, experiências clínicas têm demonstrado que pelo menos duas situações relacionadas com exposição aos raios uv e patologias ocular, são claras: queropatia solar e retinite solar. O maior problema é obter uma evidência conclusiva que ligue diretamente exposição crônica aos raios uv com doenças oculares.Os estudo epidemiológico mais amplo endereçado a possível relação entre exposição aos raios uv e duas das mais comuns doenças encontradas devido ao envelhecimento dos olhos são o Estudo Chesapeake Bay Watermen e o Estudo Beaver Dam, ambos conduzidos no início dos anos 90. Em ambos os projetos conduzidos nos EUA,a exposição estava associada a vários fatores de risco avaliados pela incidência da catarata e DMRI em uma população de teste. Os resultados fortemente implicaram o excesso de exposição aos raios ultravioleta causando o desenvolvimentos de ambas as doenças mencionadas.Já é do conhecimento de todos que a camada protetora de ozônio na atmosfera atua como uma importante “sombra” para os olhos, protegendo-os contra possíveis efeitos adversos dos raios UV. Um filtro pode ser definido como um material que altera a intensidade e/ou a distribuição da luz que o atravessa. Há duas maneiras básicas de filtrar a luz dos olhos: óculos ou lentes de contacto. Os óculos solares são o método mais comumente utilizado.As lentes fotocrômicas são as que oferecem o mais “fisiológico” ou verdadeiro filtro. Nestes, a quantidade de filtro ou tinta varia dependendo do nível de exposição aos raios ultravioleta. Estas lentes escurecem automaticamente em luz solar intensa e ficam claras de acordo com a diminuição do estímulo desta luz. O processo fotossensível ocorre pela absorção dos raios uv e da luz da região azul do espéctro. As lentes fotocromáticas originais foram fabricadas em vidro, com a reação fotocromática produzida pela adição dos cristais de haleto prata ao vidro derretido. As lentes orgânicas fotossensíveis são mais recentes. Elas foram introduzidas pela Transitions Optical no início dos anos 90. A reação, neste caso, é dependente de materiais aplicados sobre as lentes, em processo de camadas. O efeito de escurecimento e clareamento também depende da exposição aos raios UV, fazendo com que uma porção das moléculas ativas façam rotações, causando o escurecimento do material.O tipo de proteção que as lentes Transitions oferecem, produzem a mais eficiente proteção para os olhos em condições potencialmente perigosas, (em alto nível de exposições aos raios ultravioleta), enquanto permitem uma visão “natural” em condições de pouca luz, fazendo com que estas lentes seja a mais lógica e conveniente proteção para os olhos contra os perigos dos raios ultravioleta.
Dra. Susan M. Stenson, M.D., F.A C.S.Professora do Departamento de Oftalmologia da Escola de Medicina da Universidade de N.Y.Presidente da CLAO "
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Proteja-se da radiação ultra-violeta

"Verão é a estação do sol, da praia, mar, piscina, bronzeamentos, e é também a época em que as pessoas mais ficam expostas às toxidades dos raios ultra-violeta. A radiação emitida por esses raios é tão prejudicial à visão quanto à cutis, porém, os alertas acabam se concentrando sobre a segunda.O Brasil é um dos campeões em câncer de pele porque as pessoas ou esquecem ou usam de forma errada os bloqueadores durante a exposição ao sol. Isso vale também para o dia a dia na cidade, especialmente em locais mais sensíveis do corpo, como o rosto. A realidade, unânime entre os especialistas, é que as pessoas deveriam utilizar protetores sempre, mesmo em dias nublados e longe dos clubes e praias.Mas o que dizer então dos olhos, mais sensíveis que a pele? Até bem pouco tempo as pessoas acreditavam que usar um óculos de lente escura quando saíssem ao sol estariam protegendo seus olhos. Entretanto, provou-se que as lentes, para proteger a retina das toxidades do sol, precisavam de tratamento contra os raios UV.A camada de ozônio está situada na estratosfera a uma distância entre 20 e 35 km de altitude em relação a Terra. O ozônio é um gás rarefeito que protege a superfície terrestre das radiações ultra-violeta emitidas pelo Sol, funcionando como um poderoso filtro. A constante ação dos poluentes no planeta causou um buraco na camada de ozônio, provocando a sua diminuição, que vem ocorrendo lentamente. Essa redução permite que os raios UV atinjam com maior intensidade a Terra, por isso o aumento nos casos de câncer de pele e doenças oculares, como a catarata.Para evitar que a ação desses raios atinja a retina, o cristalino e a córnea, foram desenvolvidas as lentes com proteção ultra-violeta até 400 nm (nanômetros), que impedem os raios nocivos de chegarem até os olhos, agindo como um filtro. De acordo com Eduardo Bernardino Filho, da Segmet System, a proteção deve ser usada inclusive em dias nublados, da mesma forma que se recomenda os bloqueadores para a pele. "Enquanto os danos na pele causados por esses raios são mais do que conhecidos, a ação deles sobre os olhos ainda é pouco comentada", explica. "Na pele, os raios UV causam câncer e nos olhos, fotoceratite".Ele tem uma opinião sobre a pouca divulgação dos malefícios desses raios à visão: "A área dermatológica trabalha forte na divulgação do mal causado à pele e os fabricantes de protetores fazem um eficiente trabalho na mídia ressaltando o efeito de seus produtos. Quer ver um exemplo: dificilmente alguém vai à praia sem levar um protetor solar, mesmo que não o use, mas muitas vezes esquece dos óculos com proteção".A proteção em 400 nm impede que os raios UVA, os de maior potencial agressivo, atinjam a retina, córnea e cristalino, oferecendo cobertura total contra a radiação ultra-violeta nos olhos. Entretanto, um alerta: nem todas as lentes vêm com proteção UV. Cabe a ótica informar o consumidor sobre a tecnologia e os benefícios oferecidos pelos fabricantes.
De olho nos seus olhos
Com a proximidade do verão, o sol chega na sua maior intensidade, principalmente na proximidade da linha do Equador, resultando numa maior intensidade de calor e de insolação, pois estará mais próximo do hemisfério sul. A moda do verão também se inicia, trazendo com ela o lançamento dos acessórios da estação, dentre eles, os óculos de sol.A escolha de um óculos de sol é multifatorial, pois tem que ser prático, fornecer proteção suficiente para os olhos e ter um estilo compatível com a moda, para que você tenha desejo de usá-lo.As pessoas que gostam de se expor ao sol por longos períodos e nos horários de maior risco (entre 10 e 16 horas) na prática de esportes, condução de veículos; pessoas que vivem em altitudes mais elevadas, pescadores ou que trabalham próximos a grandes coleções de água como lagos, rios ou mesmo mar onde há uma grande reflexão de luz, devem procurar também pela escolha de uma boa armação, que se adapte a cada tipo de rosto, nariz, enfim, que se ajuste bem ao biotipo do usuário.Quando for escolher seus óculos de sol, não confunda a cor da lente com habilidade de proteção aos raios UV, a qual é proveniente de uma cobertura química aplicada na lente.Como já sabemos dos efeitos danosos dos raios ultra-violeta sobre nossos olhos, como catarata e lesões na retina, entre outros, verdadeiramente não existe uma lei universal de regulamentação para luz ultra-violeta (UV) e o uso ou fabricação de óculos de sol. A maioria dos óculos apresenta uma etiqueta de proteção aos raios UV, sendo que se recomenda lentes que bloqueiem de 99% a 100% de luz UV, tanto UVA como UVB, ou as que apresentem na etiqueta absorção de 400 nm.Os que bloqueiam raios infravermelhos não são de maior importância, pois estudos demonstram uma relação entre as patologias oculares e os raios infravermelhos. Lentes não são necessariamente protetoras aos raios UV, a menos que indiquem o tratamento para este fim.É sempre bom lembrar que os chineses já usavam o acessório de lentes de quartzo com preparo e colorimento há 2000 anos; na Europa, o uso é datado de 1591, sendo a primeira comercialização a partir do ano 1600. Portanto, cuide bem de seus olhos, o mais nobre órgão dos sentidos.
Andréia SimõesJornalista / Guia ÓpticoColaborou Segment System"

Reflexão:

Os raios UV têm efeitos danosos, sobre os nossos olhos, como catarata e lesões na retina;
As lentes devem ter protecção UV;
Recomenda-se lentes que bloqueiem 99% a 100% da luz UV (UVA e UVB);
Os raios UV podem atingir a retina, o cristalino e a córnea.

Actividade laboratorial - Como extrair e visualizar moléculas de DNA?

Actividade laboratorial – Como extrair e visualizar moléculas de DNA?

Material:
Quivi ;
10 ml de detergente da loiça;
1 colher de sal ;
70ml de água destilada;
Almofariz;
Funil, papel de filtro e algodão hidrófilo;
Dois tubos de ensaio;
Álcool refrigerado;
Pipeta, vareta;
Ácido clorídrico normal à temperatura ambiente;
Reagente de Schiff (fucsina descorada).


Procedimento:

1. Descasque e corte o quivi em pequenos fragmentos e coloque-os no almofariz.

2. Triturar o Quivi.

3. Deitar o sal e o detergente num gobele com agua destilada. Agite suavemente a mistura.

4. Coloque a mistura obtida (sal, detergente e água destilada) no almofariz e triture novamente.

5. Filtre, sucessivamente, o produto obtido através de papel de filtro e de algodão hidrófilo.

6. Faça escorrer, lentamente, álcool refrigerado em quantidade aproximadamente igual à do filtrado ao longo da parede da proveta. Espere algum tempo e procure observar a formação de duas fases: uma superior, alcoólica, e outra inferior, aquosa.

7. O DNA , insolúvel no álcool, precipita e forma uma massa filamentosa, esbranquiçada, que contém proteínas e outros materiais. Com o auxílio de uma vareta, e com movimentos circulares, pode recolher algum material.





quarta-feira, 2 de junho de 2010

Células Estaminais




CORDÃO UMBILICAL - UM SEGURO DE VIDA?





As células estaminais têm sido um dos focos de atenção dos investigadores a nível mundial.
Em Portugal funcionam 5 bancos privados de criopreservação de sangue do cordão umbilical.
O processo envolve várias fases. Primeiramente, os pais que desejem proceder a esta conservação pagam o kit de recolha de sangue devidamente esterilizado (100-125 euros) que é levado para a sala de partos. O médico obstetra responsável pelo parto faz a recolha do sangue. Depois são os pais que recebem a amostra e ficam responsáveis pelo seu encaminhamento para o banco de criopreservação.
A conservação por criopreservação só é possível depois de diversas análises a esta amostra de sangue, com a finalidade de constatar o estado da amostra recolhida e proceder à contagem de células estaminais. É necessário um mínimo de 10000 células, número que geralmente é conseguido com a recolha de cerca de 30mL de sangue. Em caso de número insuficiente de células, a empresa contacta os pais revelando a impossibilidade de proceder à conservação.
Se se reunirem todas as condições necessárias à conservação do sangue, os pais são informados e procede-se então ao processo de criopreservação, cujas baixas temperaturas fazem cessar todos os processos biológicos, permitindo assim a conservação.
Os bancos de criopreservação oferecem a escolha de contratos de 20 ou de 25 anos de conservação, que ao fim desse tempo pode ou não ser renovado. O serviço completo pode custar entre 900 a 1250 euros, consoante o contrato escolhido. Em caso de não renovação, é dada autorização para a destruição das células.
Normalmente, o uso das células é para o próprio. Mas pode eventualmente servir para utilização heteróloga, para um irmão, embora a compatibilidade seja claramente reduzida.
As células estaminais são pluripotenciais, ou seja, são células indiferenciadas que podem ser transformados em todos os tipos de tecidos do corpo humano. Tudo depende depois da capacidade de indução técnica através de estimulação própria que promova a diferenciação destas células.
Têm sido desenvolvidos inúmeros estudos com base nas células estaminais para combate de doenças tão comuns como o cancro, diabetes, alzheimer, esclerose múltipla e para a produção de tecidos lesionados ou de órgãos (coração, fígado).
Um caso de sucesso foi vivido no Instituto Português de Oncologia, em que se procedeu ao transplante de células estaminais de um cordão de um rapaz para combater a leucemia agressiva da irmã Inês (3 anos). Este sucesso ganha uma dimensão ainda maior se tivermos em conta que não havia uma compatibilidade completa e que as células tinham uma elevada percentagem de contaminação por células maternas.
O transplante de células estaminais oferece inúmeras vantagens, particularmente em casos de leucemias, doenças metabólicas, doenças do sistema imunitário, … Relativamente aos transplantes de medula óssea, as principais vantagens relacionam-se com as exigências de compatibilidade. São possíveis maiores diferenças de compatibilidade em células estaminais, já em transplantes de células da medula óssea a exigência de compatibilidade tem de ser muito maior, devido ao maior conflito imunológico.
No entanto, enquanto que nos transplantes de medula óssea o maior problema é a rejeição das células pelo sistema imunitário do doente, que assim rejeita os enxertos; nos transplantes de células estaminais pode ocorrer uma outra situação: doença do enxerto contra o hospedeiro, ou seja, nesta caso são as próprias células estaminais que “atacam” o doente que as recebe.
Foi isto que aconteceu a uma criança à qual foi diagnosticada uma leucemia. Os pais, depois de informados acerca das vantagens e desvantagens dos transplantes de medula óssea e de células estaminais, optaram pelo transplante com células plutipotenciais. Dias depois do transplante, a criança parecia estar a reagir bem, mas de repente começou a desenvolver febres muito altas. Tinha desenvolvido a doença do enxerto contra o hospedeiro. Vários órgãos começaram a entrar em falência e a criança acabou por não resistir.
Outra das limitações deste método é o reduzido número destas células presentes no sangue do cordão umbilical, o que apenas favorece o transplante em crianças. Esta limitação está a tentar ser combatida, através do estudo de três vias diferentes: a multiplicação de células em laboratório; a combinação de transplantes – transplante haploidêntico e transplante do sangue do cordão; e a
via mais promissora que é a da utilização de mais do que um sangue de cordão umbilical (dois ou três dadores diferentes), na qual se verifica um grau de colaboração entre elas, embora no final só um é que vença.
Ainda só se conhece um caso de sucesso de autotransplantação de células estaminais.
Actualmente, cerca de 28000 pessoas já têm sangue do cordão umbilical conservado no nosso país. Apesar de ser importante a criação de um banco nacional de dadores de células estaminais esta é apenas mais uma das despesas para um SNS com muitas outras falhas prioritárias.
Em Portugal falta informação mais clara dada por estes bancos privados, falta legislação para controlar a actividades destes bancos.
São cerca de 5000 as grávidas que procuram todos os anos estes serviços.

Apesar das promissoras e variadas aplicações que a evolução da Medicina parece reservar às células estaminais do cordão umbilical conservadas, a falta de resultados consistentes é ainda uma inquietante certeza. Resta acreditar na ciência e nas enormes soluções que ela nos poderá trazer. É um risco dispendioso e incerto, mas simultaneamente uma aposta que poderá salvar vidas.